Restaurante nou

Com cozinha simples, Nou oferece pequenos requintes nos ingredientes

JOSIMAR MELO
CRÍTICO DA FOLHA

O restaurante Nou tem o mérito de ostentar o tamanho e o cardápio certos para a sua proposta: a de uma cozinha simples, mas com pequenos requintes de ingrediente e acabamento, coroada numa boa equação de preço.
Fica em uma casa bonitinha, charmosa, com pratos fáceis de entender e que pinçam o paladar aqui e ali, recompensando o visitante. A sala é clara e moderna. Numa rua calma, o terraço tem mesas abertas para o entorno.
O serviço tem aquele despojamento que pode ficar perigoso numa operação maior, mas nas pequenas dimensões do Nou flui sem problemas.
O menu é econômico em ofertas, o que é um facilitador numa operação ainda jovem -o restaurante abriu em outubro passado.
São três os donos do Nou, todos paulistanos e colegas do curso de gastronomia do Senac, concluído em 2007. Amilcar Azevedo, 25, ex-Hyatt, e Tiago Del Bianco, 27, ex-Due Cuochi, cuidam da cozinha. Paulo Roberto de Sousa Júnior, 30, ex-gerente do Ritz, ocupa-se do salão.
A cozinha servida, variada, é básica -apoiada no conhecido triângulo massas-risotos-grelhados (na verdade, carnes na chapa com diferentes molhos).
Os ingredientes são tratados com delicadeza. Um exemplo já aparece na entrada, com crostini de tomatinhos confitados, rolinhos de abobrinha grelhada e cebola-roxa.
Outra entrada são os bolinhos de arroz, bem sequinhos.
São poucos pratos. Há sempre um peixe do dia -pode ser um saint-peter na chapa com linguini ao pesto de rúcula e pistache.
O filé à milanesa é crocante e tem ao seu lado um gostoso risoto de limão siciliano, feito com a casca da fruta confitada, combinando seu perfume com um ligeiro adocicado.
Há também espaguete com camarão, abobrinha e shiitake, e steak ao molho de mostarda e fritas. Na sobremesa, o petit gâteau com seu característico gosto de farinha e uma torta de maçã com massa fininha e dura e gostosa cobertura.

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